sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Selene (a sua história)

Selene, filha dos titãs Hipérion e Téia e irmã da Deusa Eos e o Deus Hélios, era a deusa da lua.... Alguns até diziam que era a própria Lua. Apaixonada pela vida, com cabelos loiros e olhos azuis escuros da cor do céu era muito bela.
 Um simples mas belo pastor, cujo o seu nome era Endymion, foi guardar as suas ovelhas como sempre o fazia. Naquela noite, estava Lua cheia, no entanto, o céu estva estrelado com nunca estivera antes... Parecia que as estrelas apenas se mantinham no céu para observarem, bisbilhoteiras, o nobre pastor pouco mais rico que um mendigo. Elas podiam estar a brilhar mas nem elas todas juntas conseguiam superar beleza sufocante da Lua, principalmente naquela noite. Era uma noite mágica. Aqueles tipos de noites,em que tudo pode acontecer... Mas Endymion ignorante àqueles tipo de pormenores que ele achava insignificantes, adormeceu de costas para Gaia, a deusa mãe, e de cara para Urano, eterno companheiro de Gaia. A deusa de tudo o que podia ver reparou naquele humilde e jovem pastor que guardava as suas ovelhas e logo que se aproximou, apaixonou-se por ele. Endymion. Um humano, um pastor, alguém que os deuses, e até os outros humanos, ignoram.... E também o Homem por quem Selene se apaixonou. Ela, nessa noite, apareceu-lhe nos seus sonhos... e na noite seguinte... e a outra..... e outra... Mas Endymion, como ser humano, era susceptível ao envelhecimento e eventualmente à morte... Selene não aguentava esse facto, por isso, foi diante de Zeus e pediu-lhe que dê-se juventude eterna aquele mortal. Então Zeus pôs Endymion a dormir para sempre... Num sitio secreto onde nunca iria ser encontrado... A única pista que nos dão é que ficará para sempre de caras para Urano, mas a sonhar com Selene, pois ela iria visitar para sempre os seus sonhos. Assim Endymion viverá para sempre, sem envelhecer.
Com Endymion, Selene teve cinquenta filhas.... Cinquenta semi-deusas... Ninguém sabe o que lhes aconteceu... Dizem que o poder delas era inimaginável e que, até hoje vivem escondidas em algum lugar... Prestando culto à sua mãe e tocando em pequenas partes do universo que, apesar de não repararmos, mudam a nossa vida. Outros dizem que elas morreram mas que tiveram filhas e essas filhas tiveram filhas e para o bem de todas... Não sabem o que são... Todas elas filhas da Lua.  

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Deixar ir...

 
Eu não tinha palavras para o que estava a acontecer... Simplesmente, não existiam.... A dor. Sim, podia ser uma palavra que descrevesse um dos sentimentos que estva a sentir.... Mas não... Era mais do que isso... Parecia um conjunto de sentimentos, ódio, raiva, tristeza, dor, loucura, e outros tantos, mas que pareciam um só sentimento, um sentimento que tinha sido o resultado destes sentimentos misturados..... Também isso não interessava, só interessava é que estava a senti-lo... E era horrível. Queria apenas morrer para esse sentimento desaparecer mas, mesmo assim, eu achava que aquele sentimento íria acompanhar-me até depois da morte, para o céu ou para o inferno... Depois disto, eu tinha a certeza que eu ía para o inferno. Que outro lugar poderia ir? Eu tinha matado o meu irmãozinho, quem mata o seu irmão não tem perdão. Eu apenas agarrava-o com as minhas mãos sujas de sangue, sangue que não me pertencia. Queria chorar mas parecia que os meus olhos estavam secos. Eu não conseguia ver os seus olhos, porque aqueles olhos não eram dele, eram de um corpo oco, cuja a alma deveria estar a chegar aos céus, onde pertencia. No entato, eu sentia-o. Ele estava ali, provavelmente por mim. Por causa da sua assassina. Aquela ideia aterrorizava-me. Mas o que poderia fazer?
Passados uns minutos (que para mim pareceu horas por causa daquele sentimento terrível) ela apareceu. Eu lembrava-me dela... Mas não conseguia pensar quem seria exactamente, por causa daquela dor agoniante... Ela pôs a sua mão em cima do meu ombro e disse umas paalavras que não ouvi... Pareciam estar a reconfortar-me... Eu não merecia a sua amizade, eu era uma assassina. Então de repente senti algo na bochecha que fez com que eu mexe-se um pouco a cabeça. Eu olhei para ele e vi uma mistura de tristeza e calma. Não compreendia para ela me dar uma estalada não tinha de estar furiosa comigo?
"Deixa-o ir Din, deixa-o descansar"
Então eu larguei aquele corpo oco e sorri para o nada, tendo a certeza que ele estava ali. Então deixei de sentir a sua presença. A minha cara ficou um pouco quente. Eram lágrimas gordas que escorregavam pela minha face.