terça-feira, 26 de outubro de 2010

Aonde é que eu pertenço?

O lugar onde percemos pode não ser onde vivemos. Podemos sentir raizes nesse lugar a qual nessa altura chamamos casa. Mas podemos sentir-nos deslocados desse lugar, sentir o nosso corpo lá mas a nossa alma  e espírito noutro lugar. Distânte... Então mais perto do suspeitava-mos... Ás vezes, ficamos com o nosso espírito e alma perdidos no universo e não sabemos onde fica o nosso lar, o nosso coração... É nessa altura em que o nosso  corpo também fica perdido no meio deste mundo estranho, que não nos é familiar.... E corpo perdido, confuso e magoado vagueia por entre outros corpos, uns também um pouco confusos e perdidos e outros com um pouco de felizidade. O maior desejo que um corpo pode pedir é que ele seja preenchido, sentir que finalmente o corpo, a alma e o espiríto reuniram-se no mesmo lugar, um lugar em que o coração se sente em casa.
Ainda há outros que, cegados pelo ódio e pela vingaça, pensam que o seu espírito e alma estão no que pensam ser a origem de todo o ódio e desejam chegar lá só para a destruir. No entanto, completada a sua vingaça ficam vazios... Anida mais vazios do que aqueles que perderam a sua alma e espírito no meio do espaço infinito... Não têm para onde ir... Sentem que não podem ficar no mesmo sítio mas não podem pisar nenhum dos outros caminhos que, normalmente, seriam possíveis para qualquer pessoa. Sentem que não merecem nenhum daqueles caminhos. É isso que acontece a quem encheu o seu coração com ódio... Quando o ódio desaparece só existe o vazio... Talvez, com sorte, também haja alguma tristeza que poderá fazer florescer outros sentimentos e alguns sonhos...
Niguém sabe exactamente onde fica o seu coração , a não ser, que o tenha achado...

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